Metalúrgicos de Itatiba presente em ato das Mulheres Negras

O vice-presidente nacional da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), José Avelino Pereira, o Chinelo, representou a entidade, nesta segunda-feira (16), na abertura do seminário Mulheres Negras Trabalhadoras, realizado em Brasília.

O evento compõe uma série de atividades que serão realizadas até quarta-feira (18), quando ocorrerá a Marcha das Mulheres Negras 2015. Além da situação das mulheres no Brasil, em especial no que se refere à violência, representantes de todas as centrais sindicais em atividade no País e do Inspir (Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial) também debatem sobe a instituição da Resolução 746, que estabelece o preenchimento obrigatório do campo cor ou raça em todas as contratações feitas por programas financiados pelo Codefat.

NEGRAS - BRASÍLIA

Chinelo é um dos responsáveis pela mediação do evento. Na abertura, ele destacou a situação das mulheres no Brasil e traçou um paralelo entre brancas e negras, com base no Mapa da Violência em 2015, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, que aponta um aumento de 54% em dez anos no número de homicídios de mulheres negras, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013.

“Estes três dias de discussão serão importantes para avançarmos na busca por políticas públicas que venham a atender as necessidades de todas as mulheres, em especial as negras”, afirma o vice-presidente da CSB. “É um momento em que todas as centrais sindicais também fazem uma avaliação sobre a condição de cada uma no mercado de trabalho”.

Chinelo está acompanhado em Brasília de representantes negras de movimentos mantidos pela CSB, entre elas Patrícia Batista, que tem representado a Central nas atividades do gênero feminino realizados por todo o Brasil.

“Sou representante de um sindicato que defende os direitos, em especial, das trabalhadoras domésticas. E observo que nesse ramo de atividade existem muitas negras. Algumas por opção, outras por falta de oportunidades. Isso faz com que lutemos por uma mudança nessa realidade”, avalia.

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