Metalúrgicos de Itatiba realizam assembleias contra reajuste salarial abaixo da inflação

Na luta por um reajuste salarial equiparado à inflação dos últimos doze meses, o Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região iniciou, segunda-feira (9), assembleias com os trabalhadores do setor de autopeças das cidades de Birigui, Itatiba e Bauru. Contra o aumento de 8,5% proposto pelo sindicato patronal, os metalúrgicos prometem discutir a pauta diretamente com as empresas caso não haja acordo até sexta-feira (13).

Segundo Igor Tiago Pereira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, as assembleias começaram após cinco rodadas de negociação com o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), durante o mês de outubro, sem chegar a um consenso. A data base da categoria é dia 1º de novembro.

ASSEMBLEIAS

“Desde o mês passado, temos apresentado nossa pauta de reivindicação e os debates não evoluíram aquilo que imaginamos. Eles querem oferecer só 80% do INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor] – o que significa aproximadamente 8,5% de reajuste – e nós queremos, no mínimo, já que não terá um aumento real, a inflação cheia, que é de 10,33%”, explica o dirigente.

Ainda segundo Pereira, o sindicato patronal entrará em reunião amanhã (12) para mais uma vez debater a proposta dos metalúrgicos, que inclui a flexibilização do pagamento em até duas parcelas. Se negada, os trabalhadores passam a negociar com as maiores empresas do setor de autopeças a partir da semana que vem. Uma greve também está nos planos da categoria em caso de resistência das indústrias.

Para o vice-presidente da CSB e diretor financeiro do Sindicato dos Metalúrgicos, José Avelino Pereira (Chinelo), fazer um ajuste abaixo da inflação é ignorar a atual conjuntura econômica do País. “Estamos com muita dificuldade para fechar o acordo com o grupo do Sindipeças. Subiu a gasolina, subiu o alimento, subiu a energia, subiu tudo. Nós temos de garantir, pelo menos, a sobrevivência dos trabalhadores. Essa proposta é muito ruim. Não iremos aceitar”, assegura o sindicalista.

O patronal também propôs um abono de 31% dividido em três vezes – 10% seriam pagos dia 06/12, mais 10% em janeiro de 2016 e 11% em abril do próximo ano. A negociação atingirá cinquenta mil trabalhadores.

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