“Não há mais o que fazer”, diz Chinelo, diretor do sindicato dos Metalúrgicos, em defesa do impeachment de Dilma Rousseff

“O Brasil não tem mais condições de esperar por uma ação milagrosa do governo, que possa reverter essa grave crise que vivenciamos. Por isso, somos a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). É preciso mudar para que possamos voltar a crescer”. A declaração é do diretor financeiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região e primeiro vice-presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) José Avelino Pereira, o Chinelo.

Na condição de sindicalista, Chinelo, que avalia que o País não suporta mais a quebradeira de empresas e a falta de investimentos para a retomada do crescimento da economia. Ele acredita que o atual governo não possui mais credibilidade nem consistência política e mesmo emocional para mudar a atual situação enfrentada pelos brasileiros. Seu posicionamento é o mesmo do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Igor Tiago Pereira.

CHINELO - IMPEACHMENT

“Vemos um governo só preocupado em evitar a queda política, sem mostrar o que todos nós esperamos, que é uma forte reação na política econômica, que possa conter essa avassaladora onda de desemprego devido ao fechamento de milhares de postos de trabalho”, afirma. “Nós defendemos o direito dos trabalhadores, lutamos por eles, mas também entendemos que a economia precisa girar para que as indústrias tenham produção e com isso assegurem emprego aos brasileiros”.

Liderança sindical também no PSB (Partido Socialista Brasileiro), Chinelo diz que seu posicionamento, enquanto representante do Sindicado dos Metalúrgicos, também segue orientação do comando da sigla onde milita.

“Nosso pensamento também é pautado pela nossa atuação política. Partidariamente, há um entendimento muito forte de que o Brasil vive um momento ruim, que exige estabilidade na inflação e queda nos juros para que a crise econômica tenha uma alternativa. Nossos empregadores precisam de estímulo para que a situação não piore ainda mais. Não é o que está acontecendo”, avalia.

Apesar das incertezas sobre o que acontecerá com o atual governo brasileiro, Chinelo afirma que as entidades representativas de classe e políticas do País precisam se posicionar em favor dos brasileiros. “Não há mais o que se fazer. É preciso mudar. E neste momento, a mudança na presidência da República, via impeachment, é o caminho mais rápido. Por isso defendemos a saída da presidente Dilma”, afirma.

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