Chinelo almoça nesta sexta-feira com o presidente Michel Temer

O sindicalista José Avelino Pereira, o Chinelo, vice-presidente da CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros e diretor tesoureiro do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região almoça nesta sexta-feira (10), com o presidente em exercício Michel Temer, no Palácio do Jaburu, em Brasília, Distrito Federal.

CHINELO - CODEFAT

O almoço foi convocado pelo próprio presidente Temer, que se reunirá com cerca de 80 sindicalistas da CSB, UGT, Força Sindical e NCST.  Segundo analistas políticos, o encontro foi marcado para balancear a agenda do presidente em exercício, já que na quarta-feira Temer recebeu a visita de 197 empresários.

Na pauta das discussões, segundo Chinelo, estará, com certeza, o pleito dos sindicalistas que tentam evitar uma reforma da Previdência que mexa com direitos garantidos dos trabalhadores.  “O encontro por si só já demonstra a abertura desse novo governo de conversar, de discutir com a classe trabalhadora qualquer mudança que se pretenda articular. Temos certeza que temos no Temer e em sua equipe essa abertura ao diálogo, tão importante para equacionarmos os problemas que afligem os trabalhadores”, destacou Chinelo.

O vice-presidente da CSB também destaca que a discussão de mudanças na previdência social é crucial. “Mas estas mudanças não devem, por exemplo, prejudicar aqueles que já estão às portas da aposentadoria”, explica.

Os sindicalistas que se reunirão com Temer entregaram, na terça-feira passada ao ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, um documento com nove propostas para aumentar a arrecadação e ajudar a conter o rombo no sistema previdenciário brasileiro, cujo déficit está estimado em R$ 146 bilhões em 2016.

As centrais sindicais querem evitar a imposição de uma idade mínima para a aposentadoria e a desvinculação dos benefícios dos reajustes aplicados ao salário mínimo. “As centrais sindicais entendem que o orçamento da Proteção Social é e sempre foi superavitário, sendo inoportuna qualquer proposta de reforma paramétrica que signifique supressão ou restrição de direitos adquiridos pelos trabalhadores”, destaca trecho do documento entregue a Padilha.

FacebookTwitterGoogle+WhatsApp

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *