Metalúrgicos da Sogefi cruzam os braços e entram em greve

 

Os metalúrgicos da Sogefi, de Jarinu, cruzaram os braços nesta sexta-feira (24) depois que a diretoria da empresa se negou a negociar com o Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região e com a comissão de trabalhadores formada para discutir o impasse quanto ao pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2016. Na última segunda-feira (20), em assembleia geral, os metalúrgicos já haviam notificado a diretoria da Sogefi que entrariam em greve em 48 horas caso eles não cumprissem o acordo firmado quanto ao pagamento da PLR.

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“Diante do estado de greve, após a assembleia de segunda-feira, eles simplesmente ignoraram nossas tentativas de acordo, não se reuniram com nossa diretoria e ainda impetraram junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª região, um pedido de mesa redonda, e ainda uma liminar tentando impedir a greve. A liminar não foi aceita pelo desembargador que analisa o caso e por isso estamos parando a produção, nos três turnos, a partir de hoje”, destacou Igor Tiago Pereira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região.

Para Tiago, a diretoria da Sogefi “não foi capaz sequer de sentar para conversar com a comissão de trabalhadores da empresa e com a diretoria do Sindicato, indo diretamente na TRT para marcar a mesa redonda. Uma total falta de capacidade de diálogo e respeito para com a categoria”.

Os metalúrgicos em greve não trabalharão nesta sexta, sábado e domingo em nenhum dos três turnos. Na segunda e terça-feira eles cruzarão os braços em assembleia por uma hora a cada troca de turno e na quarta-feira voltam a parar totalmente a produção até que a mesa redonda, marcada para as 10 horas, seja concluída.

Segundo Tiago, a proposta da empresa, rejeitada na assembleia de segunda-feira, era a de cancelar o auxílio moradia concedido em acordo firmado junto aos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, quando da mudança da indústria para Jarinu.

“A proposta é absurda, pois está em desacordo com tudo o que foi assinado em acordos anteriores. Não podemos aceitar que nossa categoria saia fragilizada após o corte de um direito dos metalúrgicos. Por isso propusemos a rejeição da proposta, aceita pelos 400 metalúrgicos que trabalham na Sogefi”, destacou Tiago Pereira.

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