Assembleia rejeita proposta de pagamento de PLR da Valeo

 

Os metalúrgicos da Valeo de Itatiba se reuniram em assembleia nesta segunda-feira (27) para a discussão da proposta da diretoria da empresa para o pagamento do PLR (Participação nos Lucros e Resultados). A assembleia foi marcada após centenas de profissionais acionarem o Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região e a Central dos Sindicatos Brasileiros (CBS) alegando que estavam sendo pressionados a aceitarem uma proposta que a categoria não concordava.

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Segundo Igor Tiago Pereira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba, os metalúrgicos da Valeo estão se sentindo pressionados pela diretoria da empresa para aceitarem uma proposta que diminui seus direitos. “A diretoria tem se reunido com a comissão formada pelos trabalhadores e tem excluído a presença do Sindicato nestas mesas redondas. Mas agora eles foram denunciados e por isso realizamos uma assembleia na manhã de hoje”, destacou.

Com a rejeição da proposta feita pela empresa, a comissão e o Sindicato já protocolaram uma contraproposta sobre o PLR que aguarda definição por parte da diretoria da Valeo. “O fato deles terem excluído o Sindicato foi uma manobra pouco operante, uma vez que a palavra final é do Sindicato e da assembleia dos trabalhadores. Por isso fomos acionados e comparecemos para a realização da assembleia, mostrando que nossa categoria está de olho na manutenção dos direitos dos metalúrgicos”, explica Tiago.

A proposta rejeitada pelos trabalhadores era de pagamento de R$ 4.000, sendo R$ 2.000 fixo em julho e duas parcelas, uma de R$ 600,00 em janeiro e outra de R$ 1.400 atrelado ao atingimento dos objetivos em janeiro/17. A contraproposta dos trabalhadores é de pagamento de R$ 4.900, sendo R$ 2.500 fixo em julho, R$ 685,00 em janeiro e R$ 1.715 atrelado ao atingimento dos objetivos em janeiro/17.

Os próximos passos deverão ocorrer ainda nesta semana, quando a diretoria do Sindicato deve se reunir com diretores da empresa para a análise da contraproposta apresentada. “Estamos atentos e não vamos baixar a guarda, pois se trata de uma empresa multinacional, forte, com mais de 73 mil trabalhadores em 123 fábricas espalhadas por 28 países do mundo”, finalizou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Itatiba e Região.

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