Sindicalistas voltam a Brasília para apresentar propostas em defesa dos trabalhadores

 

Sindicalistas ligados a pelo menos quatro centrais sindicais, dentre elas a CSB – Central dos Sindicatos Brasileiros se reuniram na manhã desta terça-feira (30) em Brasília com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, a fim de apresentar propostas para a retomada do crescimento econômico do país e pela defesa dos trabalhadores, hoje ameaçados por medidas impopulares que visam extinguir direitos conquistados por décadas de muita luta. O presidente e o vice-presidente da CSB, Antonio Neto e José Avelino Pereira, o Chinelo, participaram da reunião.

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“Nosso objetivo foi o de abrirmos caminho para um diálogo mais próximo com o Poder Legislativo, representado no ato pelo presidente da Câmara, colocando-nos à disposição para auxiliarmos o país para sair da atual crise, mas sem, com isto, que a classe trabalhadora tenha que pagar o pato com a perda de direitos trabalhistas e previdenciários”, destacou Chinelo.

Cientes da importância da retomada do crescimento do país com investimentos na construção civil e infraestrutura, o grupo de sindicalistas defendeu a punição dos dirigentes de empreiteiras que se corromperam nos escândalos como o da Lava Jato, mas ao mesmo tempo, defenderam que as empreiteiras, desde que seguidas as regras da moralidade, voltassem a contratar com o poder público, a fim de se gerar novo impulso para a geração de empregos.

“Não podemos penalizar milhares, milhões de trabalhadores destas empreiteiras, que nada têm a ver com os mandos e desmandos de suas diretorias, mas que dependem do emprego para dar sustento digno às suas famílias”, explicou Chinelo.

O grupo apresentou dados alarmantes ao presidente da Câmara, como a 21ª queda consecutiva no nível de emprego na construção civil do País, que já acumula mais de 500 mil postos de trabalho a menos somente no último ano, conforme dados da Fundação Getúlio Vargas.

Ainda segundo a CSB, a cada R$ 1 bilhão em investimentos na construção civil, sobretudo no ramo de habitação, cerca de 51 mil postos de trabalho são gerados, o que mostra a importância de unir forças para que o setor volte a crescer.

Não à perda de direitos

Os dirigentes das centrais sindicais, reafirmaram uma vez mais que não aceitam a proposta do “acordado sobre o legislado”, onde os acordos coletivos firmados entre patrões e empregados poderiam se sobrepor ao que está previsto na legislação trabalhista.

“Deixamos claro que essa é uma tentativa de setores empresariais de suprimir o Legislativo brasileiro. Hoje, já existe a possibilidade de que sejam feitas negociações entre o capital e o trabalho além do que prevê a legislação básica da CLT, por meio dos acordos coletivos negociados pelos sindicatos. Por isso, defendemos que não há a necessidade de tramitar no Legislativo esse projeto do acordado sobre o legislado”, disse o presidente da CSB.

De acordo com a assessoria da CSB, Rodrigo Maia garantiu aos dirigentes das centrais que as entidades serão amplamente ouvidas e terão espaço para participação ativa no debate de temas trabalhistas e previdenciários que deverão tramitar no Legislativo. Além da CSB também participaram do encontro representantes da Força Sindical, da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

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